A César o que é de César

O Radiohead foi do caralho, ao contrário do Just a Fest – que foi um grande foda-se pro público

Vamos separar as coisas: os shows que o Radiohead fez nesse fim de semana talvez tenham sido os melhores shows internacionais que o Brasil recebeu neste século. Catártico, profissa, emotivo e cabeça ao mesmo tempo, os shows derrubaram queixos, expectativas negativas e lágrimas, provocando comoção em até quem não acha a banda grande coisa. Mas depois eu falo disso.

Pra começar, quero falar do evento, Just a Fest.

Quando o show foi anunciado, o evento da Planmusic parecia bom demais pra ser verdade. Além da escalação que a princípio incluía “apenas” Radiohead e Kraftwerk, o festival ainda convenceu o Los Hermanos a deixar as férias de lado e ganhar uma nota preta pra fazer dois shows – alguém aí cogita o valor?. Melhor: ao comprar ingressos pela internet, o público ficou feliz não só com a facilidade da compra (ainda traumatizado com os incidentes nos shows do João Gilberto e da Madonna) como também com o o preço pago (não que pagar 200 reais para assistir a um show seja um preço justo, mas 2008 viu a cotação de ingressos entrar na casa dos quatro dígitos – e ainda perguntam de onde vem a tal “crise”).

Mas um festival não é só escolha de bandas e facilidade de compra na hora do ingresso.

E, quando foram abertas as portas para o grande evento, o Just a Fest revelou sua cara: era apenas mais um festival tosco e qualquer-nota, piores do que qualquer um desses festivais de rádio que incluem Ivete Sangalo, Marcelo D2 e Capital Inicial na escalação. Tratando o público feito merda – afinal, o ingresso já estava pago – a organização do Just a Fest revelou-se amadora e pífia, sendo sequer digna deste rótulo. “Desorganização” ainda era eufemismo.

No Rio, além do som baixo (só dava pra ouvir direito caso você ficasse de frente das caixas de som), houve gente reclamando que os banheiros não estavam abertos até a metade do show do Radiohead e a única comida disponível era um cachorro quente bem fuleiro. Na entrada, ninguém checava se os compradores tinham carteirinha de estudante. Na saída, o público disputava táxis na marra (que, por conveniência própria, só pegavam passageiros que topassem pagar preço fechado) sem saber que o metrô estava funcionando ali perto. Não havia nem um ponto de táxi indicado pela produção ou placas para avisar onde era o metrô – e que ele ainda estava funcionando.

Mas se no Rio foi complicado, em São Paulo foi caótico. Primeiro porque o público era muito maior. O som estava bem melhor, fato, mas o telão da banda deu pau nas cinco primeiras músicas (aquela tela verde que apareceu em uma determinada hora não era opção estética). Sim, havia mais do que um mero cachorro quente tosco para comer – mas a “praça de alimentação” (põe aspas nisso) fechou antes do final do show. Quem deixou pra comer algo depois que o show acabou, se deu mal.

Fora o ponto crítico de todo o evento aqui: o local. Além de ser no raio que o parta, a Chácara do Jóquei ainda tem um dos piores acessos quando se vem de São Paulo (isso, vindo de São Paulo – afinal, quase saímos do município pra chegar lá). Foi lá que aconteceu o único Claro que é Rock, que quase foi um desastre completo devido às chuvas – que transformou boa parte do lugar numa enorme poça de lama. O Just a Fest contou com a sorte da chuva só ameaçar durante o show do Los Hermanos. Se chovesse, o lugar viraria um lodaçal impraticãvel – e mesmo com a chuvinha, a lama já espalhou pelo lugar.

Eis que o público tem de sair do show e é socado, feito gado indo pro abatedouro, num único corredor até o final. “Socado” também é eufemismo – teve gente passando mal no meio do espreme-espreme da saída. Detalhe: as quatro saídas de emergência do local, que poderiam ter sido usadas para diluir a vazão da massa, seguiram fechadas. Depois de quase meia hora para pisar fora da Chácara do Jóquei, o público ainda sofreu com mais amadorismo – como no Rio, não havia área para táxis (o mínimo em qualquer grande festival em São Paulo) e o estacionamento, dito “vallet” (mais aspas), que custava 35 reais, ficou entregue à lei do mais forte – saía quem conseguia (ou seja, todos ao mesmo tempo). Além disso, os ônibus que saíam de lá demoraram a voltar para a civilização devido ao volume de trânsito. Quem ligava para chamar táxi não tinha retorno, pois os táxis não chegavam ali por causa do trânsito. Resultado: não fui o único que chegou em casa quase 4 da manhã (sendo que o show terminou meia-noite e meia).

Vai rolar Just a Fest ano que vem? Suposição: a organização pegou a banda que mais atraía mídia e bancou o evento para, num segundo momento, chegar com uma batelada de matérias e muita repercussão para possíveis patrocinadores e vender o festival para uma marca. “Olha só a exposição que seu nome pode ter em 2010”, diriam ao lado de uma pilha de matérias sobre o show do Radiohead.

Não misture alhos com bugalhos: o Radiohead foi do caralho, mas o Just a Fest foi mais do que uma bosta – foi um foda-se generalizado pro público. Se aos poucos estamos conseguindo ter níveis de “primeiro mundo” no Brasil, ainda temos uma classe de entretenimento que trabalha no esquema pão e circo, sendo que o pão é velho e murcho e o circo está caindo aos pedaços.

Você também passou por algum aperto no Rio ou em São Paulo? Contaê – amanhã eu falo do show em si (e sigo subindo os videozinhos lá na TV Trabalho Sujo).

Updeite-se: Já foram buzinar pra banda, conhecida pelo compromisso com os fãs e pelo repúdio a eventos toscos. Eis a íntegra do post na W.A.S.T.E. Central, a rede social da banda (só dá pra acessar o link quem for cadastrado no site):

The show was simply amazing. This is an undisputed fact.

But some problems arose along the evening. Very concerning ones, most particularly in regards to the environment and carbon footprint, one of the main concerns of the band in the planning of this tour.

The access to the festival site was simply terrible, causing unbelievable traffic jams when entering and exiting the official festival parking site. Even though I was driving a car with four passengers, we had to endure over an hour of traffic.

To exit the parking area was another unbearable ordeal. Almost two hours of waiting in parked cars. Some people fell asleep inside them. Others were trying to gather signatures for a combined lawsuit against the festival organization.

Please post pictures here.

The band must know about this.

Mas, além da banda, outras pessoas deviam saber disso também. Afinal, como já lembraram nos comentários, Just a Fest é um nome fantasia. Se souberem de alguma iniciativa (online ou offline) sobre o assunto, dêem um toque aí. Se postarem algo em seu blog/fotolog/myspace/flickr/youtube, etc., me manda o link na área de comentários.

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90 Resultados

  1. Tadeu disse:

    Além de tudo isso, até na cervejinha pra você ver o nível do amadorismo. os caras esperavam acabar a ÚLTIMA latinha do freezer pra só ai buscar outras caixas pra repor a parada. Resultado: o show rolando e vc no meio do estresse, encocha-encocha, impaciência, cerveja quente e atendentescom cara de bunda olhando pro chão.

  2. E não foi só o Just A Fest. O About Us tbm realizado na Chácara do Jockey só não foi pior que o Just A Fest pq tinha menos gente, mas o problema com estacionamento, organização, trânsito e desrespeito foi o mesmo. Os shows na Chácara do Jockey deveriam começar a ser boicotados, é um absurdo!!

  3. Diego disse:

    Um copo de água no meio da galera: 5 reais. Nem sei se eram vendedores credenciados ou ambulantes espertalhões que pularam os muros – absurdo, em qualquer um dos dois casos.

    É meio surreal, mas pelo jeito São Paulo não tem lugar bom pra shows de até 30 mil pessoas. O Anhembi tem o som lixo de sempre, principalmente quando a configuração é Arena Skol. A Chácara do Jockey, mesmo quando em eventos mais organizados, sofre com essa localização escrota.

    Sobram o que? Pacaembu e estacionamento do Credicard Hall?

  4. Fui no Rio.

    Realmente não conferiram as carteirinhas de estudante na entrada, mas foi só isso.

    O som ficou baixo só no show dos Los Hermanos (o que, segundo o blog do Bruno Medina, foi proposital). Os banheiros funcionaram o tempo todo, antes e depois do show. A comida, realmente era uma porcaria, mas além do cachorro quente (requentado no microondas) rolou uns sanduíches naturais que me pareceram menos insalubres.

  5. Roberto Sena disse:

    Blog maneiro hein!

  6. .lucas guedes disse:

    em sp não me pediram carteira de estudante, arrumei briga com um segurança louco-tosco-bronco-idiota e mal preparado que me ofendeu, tirou a garrafa de água que tava na minha mochila e – depois que eu mandei ele tomar no c*, o cara disse que ia me ‘quebrar no meio’, enfim, tive que chamar a polícia e tal. comidas caras e ruins (pior que estamos nos acostumando com isso e achando normal ir prum festival e pagar 8 reais num lanchinho de nada). saída lamentável, burrice total. estacionamento fail. nem sei quanto tempo demorou pra sair porque ei tava de carona, deitei no banco de trás e capotei, mas sei que demorou. achei o som dos loser bem baixo e do radiohead o problema foi o lance dos telões. de resto, o show foi ótimo, indescritível.

  7. cecilia disse:

    estava rezando para que o som não fosse uma bosta, e pelo menos isso não aconteceu. meu problema foi o mesmo de todos, primeiro queria beber água depois do show, depois de ficar quase 4 horas espremida na multidão, mas já estava tudo fechado. aí, como pegar táxi era impossivel, caminhamos por mais de um quilometro até chegar num ponto de ônibus, onde ainda tivemos que brigar pra conseguir entrar numa lotação e chegar a algum lugar da civilização. chegamos em pinheiros, e lá tb estava cheio de gente e pegar táxi continuava difícil. ou seja, cheguei em casa às 3h30.
    mas as informações oficiais de antes do show já eram assuatdoras, 3mil vagas de estacionamento e 800 táxis credenciados, nenhum esquema com a prefeitura para ônibus. era uma tragédia anunciada. sorte que não teve nenhuma confusão.

  8. NPTO disse:

    O show foi mesmo do caralho, mas a saída foi um negócio incrível. Vinte mil pessoas e um ônibus a cada duas horas, e o ponto ainda ficava embaixo de um inferninho cujas, er, funcionárias ficavam sacaneando a galera da janela (espera mesmo, babaca!).

    Só consegui sair daquela porra porque saí andando a esmo por aquela vizinhança totosa, e consegui um taxi lá na puta que o pariu. Cheguei em Pinheiros quase 3 horas.

  9. James disse:

    espetacular, Matias! foi exatamente isso!

  10. henrique disse:

    a saída foi uma grande porcaria. todo mundo se perguntando porque as saídas de emergência estavam fechadas, e 30 mil pessoas tendo que andar num terreno irregular. dei sorte com estacionamento pq. tivemos a luz em, num carro com 4 pessoas, parar num local ao lado daquele posto Shell, já na mão para voltar pra civilzação. Foi caro? 50 paus pra parar na lama (“tem seguro”, disse o coitado). Se todos os estacionamentos fossem do outro lado da rua, a vida seria bem mais fácil pra todo mundo. e quem diabos não percebeu que a avenida inteira (eliseu de alguma coisa) está em obras (metrô, talvez?), para atrapalhar ainda mais a vida do povo. Radiohead e Kraftwerk foram incríveis, mas não tenho a menor vontade de voltar a qualquer coisa nessa chácara do jóquei (bons tempos em que grandes shows eram no jóquei da marginal…)

  11. Strato disse:

    Putz, Matias!
    Acho que fui a única pessoa a ter achado o Radiohead aquém às expectativas.
    Ver no Rio foi como ver em casa, apesar de ter achado o público apático, reflexo da banda.

    Em SP, achei melhor! Mas aí não tinha maiores expectativas mesmo, então deu na mesma.

    E o mais bacana de SP: esse festival não poderia acontecer em lugar melhor para mim, que moro em Pinheiros.

    Ou seja, fui e voltei de táxi. Gastei uma merreca e cheguei em casa cedão. Por mim, show em SP só rola lá a partir de agora… abs

  12. Resumiu tudo, Nem vou perder tempo para falar da parada depois dessa.

    O lugar é pior que a Arena Skol Anhembi!

  13. Vanessa disse:

    Concordo plenamente. Deixando a questão do “bar” e dos “banheiros” de lado, o que mais me surpreendeu foi a saída do festival. O que foi aquele funil na saída do festival? Nunca vi coisa tão absurda. Depois ainda tivemos que esperar 2h20 min (!) parados na fila de saída do estacionamento, tentando ir embora (depois de encarar aquela subida do cão até chegar ao carro). Pra completar, quando finalmente conseguimos sair de lá, não havia controle nenhum na saída do tal “estacionamento oficial – com seguro”.
    Em termos de organização, ainda está difícil bater o Planeta Terra.

  14. Drex Alvarez disse:

    Matias,

    Pra continuar tentando colocar a boca no trombone, reproduzo aqui o comentário que coloquei lá no Scream&Yell. Praticamente assino embaixo o seu post.

    “P.S. sobre a organização:

    Talvez pior que a falta de estrutura intra-muros tenha sido a bagunça logística do lado de fora. Desconfio que as produtoras escolhem esses lugares (baita quebrada…) e simplesmente ignoram qualquer responsabilidade por como chegar até lá. Vc paga 200 reais e eles solenemente lavam as mãos.

    Parei meu carro no chamado Estacionamento Oficial (35 reais). E foi a roubada oficial da noite. Levei 2 horas (literalmente) pra sair dali. Do que adiantou o show ser pontual??

    A CET tentava fazer algo na saída. Reclamamos com um marimbondo e a resposta dele foi algo como “vocês querem vir em shows, tem que aguentar essas coisas”.

    A impressão é que não vai acabar nunca esse tipo de postura. Pra frequentar um grande evento vamos ter que sempre encarar uma grande roubada? Sim, o show valeu a pena (desta vez), mas isso não deveria servir de desculpa pros perrengues.

    Nos festivais lá fora, Mac, é também a mesma roubada?

  15. tim disse:

    fui no show do rio e só concordo com o lance do cachorro quente. fui ao banheiro ainda no LH e estava sim aberto. o som no kraftwerk já estava muito melhor e mais alto q no LH. e bio radio head estava perfeito. não esqueça que o som é monitorado e regulado de um ponto especifico, nao sendo possivel cobrir, com pereição, toda a área do show. e na hora de ir embora foi muito trnaquillo, fui e voltei de mêtro. além de ter visto vans e onibus passando por lá o tempo todo.

    =]

  16. João Brasil disse:

    No Rio “boicotaram” o show dos Hermanos, empurra-empurra para conseguir uma bebida, fila enorme nos banheiros onde já tinha nego mijando fora e neles, ninguém checou carteirinha e realmente não tinha ponto de taxi.

  17. miraventura disse:

    absurdo mesmo, nunca fui num show onde a organização fosse tão ridicula. Até o claro que é rock tinha van fora do estadio, coisa q nao acontenceu no Just a fest. Moro na Barra funda e consegui chegar no lgo da batata de onibus (pq nao tinha taxi nenhum mesmo) as 3 da manhãe em casa muito mais tarde ainda…
    A saída foi ridcula!!!!! ridiculaaaaaaaaaa..me senti muito uma idiota!!

    O show foi ótimo pq nao tem nada a ver com eles, eles estavam, apenas trazendo.

  18. daniel disse:

    Esse JUST A FEST só não foi a pior experência de show da minha vida porque o CLARO QUE É ROCK conseguiu ser muito pior: só prá resumir como foi o CQER, minha mulher, grávida na época, foi ameaçada de “levar umas porradas” de um segurança.

    Então, no JUST A FEST, a gente já sabia que a Chacara do Jockey é uma merda prá ir de carro, então fomos de táxi, descemos antes da muvuca e completamos o percurso a pé. A gente já sabia que os seguranças eram uns merdas, então evitamos todo e qualquer contato. A gente já sabia que a lama domina o pico e não tem onde esconder da chuva, então fomos com botas de trilha e capas de chuva. Também sabiamos que agua e breja seriam uma bica, então levamos garrafinhas dagua. Claro que essas ficaram retidas na entrada. Não é um absurdo que a revista na entrada não seja por motivos de segurança, mas sim para confiscar sua garrafinha d’agua e te obrigar a gastar 5 paus lá dentro?

    E mais:
    -Banheiros no escuro, no breu! Como pode?
    -Como pode um lugar tão descampado oferecer uma visibilidade tão péssima do palco?

    Pelo menos não tinha aquela escrotissima area VIP do CLARO QUE E ROCK, onde a gente, que tinha pago cento e tantos no ingresso e tava se fudendo na lama, podia ficar olhando a galerinha que não pagou nada e tava lá sem tomar chuva e sem se preocupar com o transito porque chegou lá com as vans da produção. E às nossas custas, CLARO.

    Eu tinha jurado que nunca mais iria na Chacara do Jockey, mas RADIOHEAD foi um argumento muito forte. E quase que eu me arrependi!

  19. interaubis disse:

    Just a Fest é só um nome-fantasia, QUEM produziu essa bosta? Qual o nome da empresa, agência ou caralho-a-quatro? Assim a galera pode, pelo menos, falar mal das pessoas certas…

  20. O show do Radiohead foi algo para não esquecer nunca mais, mas realmente a organização pisou na bola em alguns pontos. Aquela saída em procissão chegou a ser engraçada de tão ridícula, sorte que todos estavam ainda em estado de graça. Outra coisa engraçada foi na hora de entrar (se bem que não liguei muito para isso não), os seguranças falavam como se estivessemos indo para um campo de concentração, “anda, vai logo, corre”.

    Esse blog é fodão, aguardo o texto sobre o show.

  21. Katacultura disse:

    Matias,
    A descida do pessoal pelo caminhho de saída parecia um balé de pinguins, todo mundo rezando para não cair. O Just a FESt foi uma bosta. O RADIOHEAD foi tão incrível que 24 horas depois ainda estou meio confuso sobre o que vi.
    Se São paulo não tem um lugar para 30 mil, qual outra cidade do país terá?
    É lamentável que tenham ocorrido tantos problemas em um show maravilhoso(olha que vi o Franz no anhembi).
    no mais suba seus vídeos e vamos tentar descolar uma mp3 d show para mostrar só um pouco da emoção aos nossos filhos.
    Abraço

  22. augusto disse:

    Como eu já havia comentado num post do ThiagoNey sobre o show do Elton John: Empresa carioca fazendo evento em São Paulo dá nisso: merda.
    Se não caga na chegada caga na saída.
    Eu prevendo que essas merdas iriam acontecer saí antes deles voltarem pra tocar Creep e caí fora. paguei 50 paus pra um taxista me levar até os jardins ( ele queria por que queria 60) e qdo saí vi a mega fila de taxi há mais de 300 metros da saída sem sinalização alguma e paradassa pq akela avenida está em obras por causa do corrego e obras do metro.
    Essas produtoras estão pouco se lixando pro publico.
    daqui a pouco eles estão trazendo o Oasis vai ser a mesma merda. Uma fila unica pra entrar que demora mais de 1 hora, sem o minimo de segurança, cerveja quente a 5 reais, som tosco e saída desorganizada.

  23. Daniel Soares disse:

    Incrivel como produtoras de eventos tem essem “dom” de acabar com um evento. Aqui em Cuiabá teve uma festa com o Dada Attack e o Gui Boratto. Os DJs fizeram o trabalho deles perfeitamente, porém a produtora do evento deve ser associada a do Just a Fest..

  24. André Sá disse:

    Uma pergunta que não tem (quase) nada a ver com o post. Estou vendo os vídeos que você subiu pro Youtube e a qualidade está bem bacana. Você poderia me informar que celular/câmera/gadget você usou para filmar?
    Valeu!

  25. bruna disse:

    o just a fest foi criado só pra trazer o radiohead pro brasil, já que eles não tocam fora de festivais. não tem 2010, até onde eu sei. talvez isso justifique o descaso todo, já tava lotado, o radiohead já tava no brasil mesmo…

    e os hermanos entraram por conta do dedo do simon, empresário, que tava metido na organização do evento.

  26. marcelo disse:

    É com relatos como esse que percebemos a experiência diversificada que cada pessoa tem. Eu também estive no show do Rio e não tive problemas. Era meio óbvio que o som do LH estava mais baixo propositadamente e durante o Radiohead estava excelente.

    Os banheiros do lado direito da Apoteose, do meio para frente, estavam funcionando desde o show do LH. Eu os usei por ali e posso confirmar. A quantidade de banheiros é que foi insuficiente, gerando filas enormes.

    Felizmente eu comi duas pizzas antes do show e não tive que comer nada durante os shows, então não posso comentar sobre o assunto.

    Realmente faltaram informações sobre transporte nas imediações do local do show, mas para quem saiu com calma, foi relativamente fácil conseguir um táxi.

    A maior reclamação, a meu ver, é referente ao público do Rio, que é horrível e parece sempre sair “pra balada”, não para assistir aos shows.

    O Rio de Janeiro é o lugar mais bonito e mais mal-habitado que conheço.

  27. José Vicente disse:

    No do Rio, além do cachorro quente mixuruca, havia cheesburguer e três opções de sanduíche natural (eu comi uma delas). Fica aí o reparo.

  28. Strato disse:

    Matias, vc tá vendo os comentários aqui no seu blog reforçando que música pop é prosseguimento da cultura de massa disseminada no modo operante popularizado por Goebbels?

    – Seguranças com postura típica de centro de concentração
    – quando empresa carioca não caga na entrada, caga na saída (só faltava falar que a tez era assim ou assada).

    QUE COISA ESCROTA ISSO!

    Sério mesmo: ou esse pessoal não está acostumado com eventos desse tipo ou então são meio bundões mesmo…

    abs

  29. Elton disse:

    E enquanto isto o Multishow dava um baita dum 171 nos curtidores do Radiohead, Kraftwerk e Hermanos Brasil afora. “Ao vivo?!” Só a merda do bbb que decepou o Radiohead da tela. Lamentável.

  30. Yulan W. disse:

    Realmente, a marcha dos penguins no final beirou o patético. Faltou comentar a piada que era uma barraca de bebida/alimento pra cada dez mil pessoas, sendo que dentro de cada uma, 3 pessoas trabalhavam e 7 ficavam olhando.

  31. Ian. disse:

    Como manjo da região, já que morei por ali 28 dos meus trinta anos, sabia que as duas vias oficiais de acesso (Francisco Morato e Carlos Caldeira Filho) estariam impraticáveis. Por isso, meu itinerario foi pela marginal, até a ponte João Dias, e um pedaço da Giovanni Gronchi até o acesso a Taboão da Serra, onde deixei meu carro no Extra 24 horas, e paguei 4 reais pelo estacionamento. Demorei 20 minutos para ir até a Chácara.

    Obviamente, a organização foi péssima, pra dizer o mínimo. Me senti otário quando não pediram a carteirinha, quando pisei na lama duas vezes, quando fui ao banheiro e quando me deparei com o preço do copo d’água. Aparentemente, o palco de Sampa era bem mais baixo do que o do Rio, fodendo a vista de quem, como eu, segue a média da estatura do brasileiro. A falta de uma visão decente comprometeu seriamente a minha experiência do show.

    Na hora de sair, eu não deixava de lembrar do desastre que rolou num show dos Raimundos, quando uma galera morreu pisoteada. Se naquele momento em que todos desciam, muitos bêbados, alguém gritasse “barata” ou “arma” a desgraça se instalaria. Demoramos mais de meia hora para chegarmos na avenida e a sensação era de um pós zombie outbreak. Pra minha sorte, meu carro estava no estacionamento, vazio, e cheguei em casa por volta das 2:30, pois ainda fui levar uma galera em suas casas.

  32. Ailton de Oliveira disse:

    Nessa história toda o que precisamos é DAR NOME AOS BOIS. Colocar na roda quem foram os responsáveis, para em uma próxima oportunidade sabermos quem são os”organizadores” desses eventos,a ssim num próximo eu simplesmente me abstenho d eir a um evento conduzido por esses piocaretas, e assim afzer com todos. O Tim festival ja sofreu bastanbte com a constancia da sua desorganização, o evento anterior eu nem fui devido aos problemas de outras edições. Só quando tivermos ciencia dos responsáveis por essa palhaçada é que eles vão começar a sentir as consequencias dos seus atos.

  33. I Might be Wrong disse:

    Ta no Urbe, mas deixo aqui tbm meu relato indignado.

    Durante o show do Kraftwerk um “segurança” do festival me pegou com a incrivel quantidade de 01 baseados e começou com o papinho: “Amigo, você esta portando uma substância ilegal, vamos resolver isso entre a gente ou tenho que te tirar do show?”. Nisso chegou mais, e mais um… A pressão psicológica foi só crescendo.
    Até que, pra minha sorte, chegou um “supervisor de segurança” mais sensato e acabou com a palhaçada. Jogou o produto no chão e falou para os “seguranças” me deixarem em paz.

    Extorsão de seguranças é o fim da picada!

  34. guga disse:

    Eu vi o Radiohead na frente da torre de som (no Rio) e tava ruim mesmo… mas foi melhor “ver” lá… em SP o set foi matador e o som tava bom… bateu mais forte. Sobre a produtora… vergonha é pouco. Fizemos coro em uma das saidas de emergencia para os caras liberarem e quase deu briga… ate a policia ficou por perto pra ver o que rolava. Depois disso rodamos a Francisco Morato atrás de alguma forma de sair daquele lugar… até 3h… A vontade que dá é de começar a melar o esquema dessas produtoras espertalhonas… assim que eles anunciarem um determinado show, geral tem que começar a bombar de e-mails, mensagens e fotos para a banda e detonar as negociações. “Se a banda vier com essa produtora, vai rolar boicote”…

  35. Edilson disse:

    Eu fui no Rio. Olha, eu achei o som tri bom tanto no show do Kraftwerk quanto no do Radiohead (Los Hermanos não conta. hehehe). Pegar ceva tava um inferno mesmo. Banheiro já achei mais tranquilo. Mas o preço era um absurdo. R$5 por uma ceva ou água? Terrível. O lance do táxi foi bem tranquilo também. Peguei um logo na saída e nem fechamos preço de corrida, foi normal. Ah! Só foi uma merda pegar os ingressos antes do show. A bilheteria era tri escondida e ainda me deram a localização errada. Uma galera reclamou do lance de não conferirem a carteirinha de estudante. Eu paguei meia entrada, levei os documentos todos, mas ninguém conferiu.

  36. Rodrigo disse:

    Sobre ser o melhor show do século, acho que é superestimar o Radiohead. Outros bem produzidos, tal como do Nine Inch Nails e o do Daft Punk foram muito bons.

  37. FePa disse:

    Concordo plenamente que a organização do festival foi caótica, apesar de minha primeira impressão ter sido boa, haja visto que a entrada foi tranquila. Já a saída….
    Mas tenho que discordar de uma coisa. O problema não é a Chácara do Jockey, acho até um local razoável para a realização de eventos. O problema é de organização. Questões de alimentação, acesso e transporte podem ser melhor resolvidas naquele espaço, se houver uma organização competente.
    Infelizmente, por falta de opções, acho que a Chácara do Jockey é um dos melhores lugares de SP para eventos desse tipo. Só perde para a tal Vila dos Galpões do Planeta Terra, mas parece que vão derrubar lá….

  38. Just A Fest é da Plan Music, a única coisa boa deles que fui foi o Moby no Rio centro!

    É impressionante a falta de organização e planejamento dessas empresas, até mesmo o finado tim festival, ja vinha tendo horríveis organizaçoes.

    No Rio, houve sim um problema de taxis, os funcionários eram mal informados, som tava baixo sim, e a RONDA de 8 seguranças na pláteia no meio do show!!! que PORRA CHATA.

    Em SP, o falta de medidas da produção para solucionar o problema foi o que irritou mais, ao inves de ajudar, e tentar resolver a situação, todos os funcionarios da produção aparentemnte sumiram nessa hora.

    Em máteria de pláteia, as 2 foram muito boas, mas o fato é que se no rio vc ficou pra longe do palco, isso é em qualquer show, vai ter gente falando… como aconteceu comigo em SP, um cara no meio de exit music começou a falar da viagem dele a não sei aonde…

  39. Tércio disse:

    Essa realidade desastrosa é tipica em quase todos os festivais que fazem no Brasil. Esqueceram de como foi a venda de ingressos pro U2?
    Pra não ir muito longe, na semana passada no show do Iron Maiden o público enfrentou 3 horas de fila, um só portão para entrar e um só portão para sair. E o público era o dobro do Radiohead.

    Acontece que poucas vezes a imprensa dá uma paulada nessas organizações. Até porque muitos jornalistas querem apenas garantir uma credencial no bolso e o lugar no gargarejo do show.

  40. Raul Mourão disse:

    Alem das merecidas criticas a organizacao e sua mobilizacao para q outras pessoas coloquem aqui a sua experiencia mal sucedida acho q vale cutucar tambem as empresas patrocinadoras q nao compareceram. Imagino q quando os empresarios/organizadores fecharam as datas estavam contando com o patrocinio. É dificil fechar a conta de um lance desse porte só com bilheteria. Com grana dos patrocinadores e a presenca das marcas certamente a organização seria outra. É preciso que se reconheça o mérito de trazer a banda no risco em tempos tão bicudos. Mas do que sentar o pau nos caras que tiveram a coragem de trazer com grana do bolso o showzaco do Rio e SP eu concentraria minha energia contra as grandes empresas, diretores de marketing e agencias de publicidade q não conseguem pegar o bonde das coisas realmente valiosas da cultura contemporânea. Ou estou enganado?
    abs do Raul e parabens pelo excelente trabalho de sempre

  41. Camila Guido disse:

    Em Sampa, o pior e mais amador, sem dúvida, foi o esquema, ou melhor, a ausência de esquema pra chegar e sair da tal Chácara do Joquey, cujo acesso normalmente já não é dos mais fáceis. Como muita gente, consegui entrar num táxi somente duas horas depois do fim do show (porque um taxista conhecido foi nos buscar; do contrário, certamente teria ficado muito mais tempo esperando). Lamentável, mas, de qualquer forma, o show foi tão arrasador e emocionante que nada, nem mesmo a hipótese de amanhecer sentada na calçada, poderia ter estragado a minha felicidade. 🙂

  42. Tércio disse:

    Raul, acho que a questão é outra. Uma porrada de shows tem grandes patrocinadores e a desorganização é a mesma ou até pior. Volto a lembrar do U2, que teve mega patrocínios bancando.

  43. SergIo disse:

    Vcs são trouxas? Toda semana depois de um show grande é o mesmo chororô….Madonna, Iron Maiden, etc etc… e sempre vão pro porximo evento…

    – me falem de um show com mais de 10.000 pessoas sem problemas de transito, banheiro, estacionamnento, etc etc… ninguem tinha nocao que teriam estes problemas antes?

    – toda empresa (inclusive de eventos) pretende ter a maior margem de lucro. Ultimamente temos tantos shows por aqui porque as bandas ganham um cache be mmaior aqui doque em outros mercados e quem vcs acham q ta pagando esta conta? de onde acham q a empresa vai cortar custos?

    – parem de chorar! nao tao feliz? nao vao na proxima!!!

    – pra termos

  44. eva disse:

    já dava pra sacar só pela entrada do lugar: um banner bem vagabundo, sem logo nem nada escrito ENTRADA DO EVENTO. assim genérico, eles devem reaproveitar.

  45. karen disse:

    Eu tb passei pelo inferno do estacionamento. Fiz um resumo do que foi aqui:
    http://dominodromo.blogspot.com/2009/03/just-fest-em-sp.html

  46. Giovanna disse:

    Demais o texto Matias. Críticas merecidas e bem colocadas. Ah, no motim do estacionamento (tinha até um cara com um megafone tentando tirar a galera do barranco haha) tinha umas pessoas recolhendo emails pra tentar fazer alguma coisa. Se quiser eu te passo.
    Bjs

  47. Fabio disse:

    Aqui em São Paulo!
    Essa organização foi uma porcaria, cheguei em casa as 5 da manhã, não tinha ônibus suficiente muito menos vazão pra todo mundo sair daquele mangue! Demorou cerca de meia hora só pra sair de lá, mais 15 min. pra subir até a Av. Francisco Morato e muita gente ficou esperando ônibus que só veio lá pelas 3h.
    Os três shows foram demais, inversamente proporcional à organização do evento.

  48. é amigo,s o show em si foi excelente, mas a desorganização… eu nem sofri tanto pq já tava escaldado e tive sorte. fui de onibus, cheio mas que nem demorou muito. pra entrar tava até que sussa mas já achei bizarro aquele corredor. achei até bom ter ambulante pra não precisar enfrentar o trampo de ir no caixa, bar, etc, mas realmente o preço era extorsivo, além disso era foda quando o cara passava com o isopor na frente do palco gritando ‘ÁGUA’ enquanto tava o thom e violão lá no palco, heheh.. tinha certeza que iam abir a saída de emergencia no final, mas nada, muito bizarra a ‘marcha dos pinguins’ na saída, realmente ainda bem que tava todo mundo feliz. mas a grande sorte foi encontrar um brother que tinha parado o carro um pouco longe, pro lado de lá da francisco morato, e fomos embora rapidinho pelo morumbi. cheguei em casa 1h30, acho que bati o recorde!
    mas enfim, a chácara do jóquei até que é um lugar interessante pelo espaço, mas pra fazer lá tem que ter um esquema muito melhor de acesso, etc e tal, principalmente se o show acaba meia noite no domingo, quando todo mundo sabe que não tem mais busão, que seria o melhor esquema pra ir embora. Quando tiver metrô lá perto talvez melhore, mas realmente, tirando o pacaembu, são paulo não tem lugar decente pra show grande, lamentável. e o pacaembu parece que não pode mais depois que o chemical brothers quase derrubou o velho estádio com o som, hehehe
    pra não falar que não falei de flores, pelo menos os shows não atrasaram, como ocorreu no tim da bjork…

  49. Marcos disse:

    estou lendo e ouvindo todos reclamarem da local, organização e tudo mais e que os shows foram ótimos, lí as mesmas reclamações sobre o show do iron maiden no autodromo de interlagos, assim também como fizeram no shows no anhembi; para quem mora no centro e jardins qualquer lugar fica longe.
    Qdo lemos que os festivais gringos viram guerra de lama, achamos maravilhoso e Matias vc que é de Brasilia deve conhecer melhor SP para saber que estavamos a menos de cinco munitos de Taboão da Serra e que o ABC fica a menos de 10 minutos do centro, são Paulo é grande !!!

  50. marcos disse:

    o do rio parecia – na hora de sair – gado indo pro abate ou indo pastar, falei até isso pra um amigo na hora. o metro preferi nem ir tentar pegar, afinal, a estação praça onze, naquelas ruelas ali atrás, não é o lugar mais seguro do mundo, e assim que saí e fui pra presidente vargas, tentar um taxi, a polícia debandou dali também, não era eu que ia ficar. sorte que consegui – muita sorte mesmo, nunca consegui pegar esse ônibus àquela hora – pegar o ônibus e foi tranquilo. agora, essa dos taxis eu nem sabia do preço-cartel, quanto que era?

    quanto à banheiros nem tenho do que reclamar, no intervalo kraftwerk/radiohead, e apesar das filas, foi bem rápido. o único problema era de algumas pessoas – que sempre aparecem – furando fila.

    o que achei muito ruim mesmo foram as passagens de água na hora dos shows, algo que não só ali, mas até no canecão precisa de uma regulamentação: garçon/”ambulante” ficar passando na tua frente na hora do show.

    e os preços de água/cerveja: em um show que começa às 6h, com abertura de portão às 4h, sempre tem gente muito antes, e o tempo que se fica ali é enorme, então, pagar 5 reais em cerveja, 4 em água é absurdo. sorte que comi antes do show, senão me dava mal ainda pelos cachorros quentes.

    só o radiohead salva mesmo.

  51. Jef disse:

    Além da já tão comentada saída, onde uma tragédia não aconteceu pq felizmente não teve nenhum psicopata q deu início a um empurra-empurra, é preciso q se registre a entrada, logo qdo abriram os portões.
    Seguranças berrando “ingresso na mão porra, e corre, vc é surdo?”, falaram isso pra mim. e qdo eu respondi um sereno “calma cara, cadê a educação?” fui ameaçado de tomar uns tapas sob a justificativa q “tem mais de 30 mil pessoas pra entrar”.
    Sem contar q não revistaram minha mochila, o q em certo ponto foi bom, pq havia a recomendação de q água e alimentos, inclusive frutas e bolachas, seriam proibidas e jogados fora.
    Não perdiram carteira de estudante, mas isso infelizmente já virou rotina, não lembro de nenhum grande evento onde ela foi de fato exigida.
    A cerveja estava quente, e cobrar seis pila (ah, sim, no bar era cinco, mas com o cara do isopor era mais caro) em uma lata, ou cinco em um copo da água tb foi foda. Nem me arrisquei a comer, ainda bem. Com todo esse panorama, nem bebi mto e nem me aventurei nos banheiros.
    Isso sem falar q o som do los hermanos tava uma bosta.

  52. Ana Freitas disse:

    Ufa. Achei que ninguém ia falar.
    Cara, e a distância entre os ‘quiosques’ de bebida e comida? E o valor ABSURDO de OITO REAIS por um pedaço de pizza? E o atraso de reposição de fichas de água e refrigerante – eu fui comprar água e a mulher ‘só pode comprar cerveja’. Oferecemos FICHA DE CERVEJA pro cara em troca de água, estávamos dispostos a pagar mais pela água, e não nos venderam. Depois, a ficha de água voltou, mas eu tinha duas notas de R$2 e a água era R$3 e, sem troco, não me venderam água. Não tinha sequer lugar pra sentar se você tivesse cansado de ficar em pé, porra.

    Não vou mencionar o que vc já falou, da demora pra sair, das pessoas passando mal na muvuca. Mas fiquei feliz com uma coisa: eu achei que tinha ficado velha e perdido o tesão de ir em shows de rock. Achava isso, porque toda vez que voltava de um festival, chegava em casa mais puta e destruída do que realizada.

    De repente, me dei conta que não estou velha nem nada – só não aguento mais shows com organizações pífias a preços absurdos. Se a organização é decente, fica tudo bem – vide, sei lá, Skol Beats e Planeta Terra. E comigo, já é assim: se a organização é uma merda, o show pode ser o do século, que você esquece dele e fica puto com o cansaço das pernas, a sede, a fome. Uma pena.

  53. mateus disse:

    ae, fica a dica: paramos o carro no sentido bairro-centro da Francisco Morato, na volta foi só contornar a porra da chácara inteira, sendo que a Morato fica exatamenet atrás do palco. Aí foi catar o carro e bora pra Rebouças, tranquilo, tirando o desvio da CET na obra do Metrô.
    Só vimos comida por lá quando um carinha passou com um pedaço de pizza. E ainda bem que não choveu…

  54. Alessandra disse:

    Alexandre, excelente texto. Para ser sincera não me incomodei tanto com a tosqueira da organização, talvez porque não esperasse nada diferente. E, principalmente, porque fui para o local cortando caminho pela Giovanni Groncchi, Morumbi até quase Taboão da Serra, o mesmo que fiz na volta e que não me custou nem 20 minutos de percurso. Além disso, não aprei no estacionamento oficial mas em um outro, porque não consegui achá-lo. Mas, enfim, concordo que a sinalização estava péssima e que o local escolhido é um completo equívoco.

  55. Morelli disse:

    Concentrar 30 mil pessoas em uma única saída (um barranco cheio de lama e sem iluminação) não foi um erro de logística, foi quase um ato criminoso. A possibilidade de ter acontecido uma merda bem grande foi enorme.

  56. mateus disse:

    em tempo, o povo q trabalhou no evento tava mais disposto a papear q trabalhar.. botar playba marombado e paty com medo de quebrar a unha pra servir cerveja (entenda assistir o show) é foda….

  57. Ivan Bicudo disse:

    Depois de encarar a ridícula e perigosa caminhada dos zumbis na saída, fui salvo por um taxista ninja que nos levou por dentro da cidade até a Consolação. Não conheço nada de São Paulo, mas cheguei em casa meia hora depois do show. Valeu Sr. Flávio!

    Mas porra, um lamaçal horrível, sem áreas de descanso, água 5 reais, saída caótica. Esses (des)organizadores capricharam.

  58. Júlia disse:

    O show de vcs foi fantástico, senti uma sensação tão boa, e o mais mágico foi que o show era a integração da banda e o público, sem grandes cenários ou jogo de luz e projeções. A simplicidade, as belas melodia aos brados, que me deixou com aquele gostinho de quero mais.

  59. Vinicius Azevedo disse:

    ridiculo, ridiculo, ridiculo

    a organização da fila no show do Rio foi RIDICULA. quem estava na frente presenciou o que foi aquele CAOS, que por pouco, sinceramente, por MUITO pouco não terminou numa tragedia. eramos ja mais de 10.000 pessoas numa fila formada, quando, com uma ridicula organização, os “seguranças” tentaram segurar uma quantidade gigante de pessoas inquietas para um pedaço 15 metros a frente. Empurra-empurra generalizado, os que estavam na frente começaram a correr loucamente, e, os pouco mais de 10 seguranças presentes obviamente não foram o bastante para segurar multidão afoita. Por pouco muita gente não foi pisoteada. Agora barrada por uma segunda grade de onde, supostamente, as pessoas deviam passar devagar por livre e espontanea vontade, a multidão facilmente se descontrolou mal passaram as 10 primeiras cabeças. Eu quase quebrei minha perna porque a prendi em uma das barras da grade enquanto era empurrado incessantemente e duas amigas minhas que estavam lá quase foram esmagadas senão fosse a ajuda de outras pessoas. E isso foi apenas o que eu pude ver.

    Sinceramente, produção do Just A Fest, vai tomar no cu! quase estragaram um dos dias mais especiais da minha vida (depois reecontrei as minhas amigas e vi que elas estavam bem, o que me deixou alivado) por conta de algo que, definitivamente, poderia ter sido evitado, com a contratação de mais seguranças e uma minima organização para a preparação da fila (como em SP, que, pelo menos nesse sentido, foi mais eficaz, apesar dos defeitos que já citaram).

  60. Vinicius disse:

    acho que com tantos problemas maiores nem percebemos algo que foi extremamente horrivel que foi aquela discotecagem nos intervalos dos shows… eu estava me sentindo em um show do natiruts…quem diabos que tava tocando aquela bosta de reguae doido…

  61. Adriano Mello disse:

    Simplesmente ridiculo a organização. Além do desrespeito com os consumidores do evento no que tange a entrada e saida do evento, transito e outros absurdos do tipo, a falta de informação ou informação errada era gritante. Se quem é de São Paulo já acho uma merda, imagina quem veio de outro estado e nunca tinha andado por aquela area de Sao Paulo. Mas, o show compensou tudo isso, apesar de nao justificar.

  62. Joaquim disse:

    Tudo mundo que foi ,fala , critica, xinga, chora.. agora. Mas quando anunciarem a próxima “grande banda fodona” vão estar lá de novo, pagando mó grana para ficar xingando depois. cada público tem o tratamento que merece…

  63. Joaquim disse:

    mandem emails pra organização:
    http://www.planmusic.com.br/

  64. Daniel disse:

    Todos os comentários bem pertinentes, Alexandre.

    Embora eu não ache o lugar dos piores, concordo 100% que faltou esforço da produção no que diz respeito ao acesso. E, sim, o corredor de saída do espaço foi algo desumano.

    Com relação ao estacionamento, paguei os R$ 35 para deixar o carro lá. Quando me deparei com uma subida sem fim e milhares de carros estacionados, achei que seria melhor negócio parar na rua, ao deus-dará. Sendo assim, não tive maiores problemas com isso na volta, mas não preciso nem dizer que os R$ 35 não foram devolvidos.

  65. Ana Carolina disse:

    Caro Matias,

    vale lembrar que: quem tinha menos que 1,85m não conseguiu assistir ao show do Radiohead. Quem disse que conseguiu ver a mais de dez metros no palco está mentindo.
    A área superior foi reservada para os sócios do Jockey (tipo o Chico Pinheiro, sério, ele estava lá). Muita gente, lama, comida e bebida cara e eu não consegui assistir o show. entendem?
    EU NÃO ASSISTI AO RADIOHEAD, EU OUVI.
    A ARQUITETURA DO LOCAL DEVIA PREVER ESSE TIPO DE SITUAÇÃO,
    200 REALIDADES para não conseguir usufruir do mínimo que o festival poderia me porporcionar, que era o show em si.

    injusto.

  66. Guilherme disse:

    Opa Vinicius,

    Não é por nada não, mas tudo indica que quem escolheu aquela seleção (sensacional, diga-se de passagem) de reggae e dub que tocou antes do show foi o próprio Johnny Greenwood. O cara entende tanto do assunto que já foi até chamado pela Trojan para montar uma coletânea baseada no catálogo dos caras (http://tinyurl.com/cefoot). Sem falar que músicas como The Gloaming, uma das mais fodas do show pra mim, não existiriam sem King Tubby, Lee Perry, etc.

  67. Taís disse:

    fui no Rio. comprei ingresso na hora, os cambistas idiotas vendiam pelo mesmo preço da bilheteria, isso pq já tava no meio do kraftwerk. um cara se ofereceu a me dar um “crachá” e qdo eu tivesse lá dentro pagaria 80 reais. comprei na bilheteria, nem pediram id muito menos carteira de estudante (depois ficam querendo fazer cotas…)
    Paguei 4 reais por um copo de água, no meio do público. nas últimas músicas do radiohead um bando de seguranças/policiais passavam no meio do povo e ficaram um bom tempo na minha frente, tampando a minha vista. eles pareciam estar lá à toa, sem nenhum propósito.
    na volta, uma multidão andava a passos de vovô tentando sair, eu nao encontrei meus amigos e nao sabia onde era o metrô, o taxista queria me cobrar 50 reais por uma corrida q era de 15. por sorte achei um taxista q tava rodando taxímetro… segundo ele o combinado dos taxistas era só correr por preço fechado, 100 reais!!!!!

    fora que nao tinham placas indicando onde era a bilheteria e a entrada… como fui primeiro na bilheteria custei a achar o portão de entrada, q era bem longe!
    por pouco eu nao fico perdida no rio (sou de bh)

  68. malg disse:

    eu acho a chacara do jockey legal, pronto falei. quando tiver metro na vila sonica vai ser mais legal ainda.

    eu não ligo de atravessar a cidade, desde que a organização do show avise a todos os taxistas que eu vou querer atravessar de volta.

    se a produção fosse boa como a do planeta terra, ninguém lembraria de “casa do chapéu”, “quebrada”, “fim de mundo”, afinal a vila dos galpões também é longe bagarai e nunca vi ninguém reclamando.

    ps* um comentario aqui acima reclamou que no claro que é rock tinha uma area vip. essa área vip não era vip: entrei e saí umas quinze vezes com o ingresso comum.
    nosso amigo sofre complexo de inferioridade e nem tentou entrar, isso sim. vamos reclamar de fatos reais, plz…

  69. Rodrigo U. disse:

    Vi o show no Rio. Minha carteira de estudante não foi conferida na entrada, mas o papo dos banheiros fechados é só lenda. O som me pareceu na medida, tanto no Radiohead quanto no Kraftwerk e no Los Hermanos – acho que o problema desse primeiro show foi mais de qualidade técnica… Pra mim, absurdo mesmo foi pagar cinco reais numa latinha de cerveja e aturar idiotas desfilando pra lá e pra cá e falando merda no meu ouvido durante os shows. Só faltou carimbar um OTÁRIO na testa de cada um na saída.

  70. Rodrigo U. disse:

    Mas o Radiohead salvou a noite, claro. 😀

  71. Raquel Setz disse:

    A entrada também não foi das mais tranquilas, pelo menos na hora em que cheguei, que foi umas 19h (um pouco depois do começo do show do Los Hermanos). Por algum motivo x, os caras simplesmente fecharam o portão de acesso, e nessas quem queria entrar começou a ficar puto. Cheguei a pensar que ia dar uma merda feia e só me acalmei pensando: “são fãs de radiohead… indies pacíficos e melancólicos….”. E então abriram o portão. Para entrar no jockey, era preciso passar por uma espécie de corredor, mo qual ficavam seguranças gritando: “Vai logo, corre!”, o que me levou a pensar que ou esqueceram de avisar para os seguranças que eles não estariam lidando com cavalos ou chamaram um ex-oficial da SS para treinar os caras.

    A saída foi aquele horror que todo mundo já sabe e eu novamente pensei que poderia dar merda (e se eu tropeçasse ali? iriam parar e me levantar ou nem ver e passar por cima?).

    Além disso, o lugar fica tão na puta que o pariu que os celulares não estavam funcionando direito (porque também vivemos em um país cujas operadoras de telefonia também não prezam pelo respeito ao consumidor).

  72. José Vicente disse:

    De todos esses comentários, só lamento a discriminação e o bairrismo tosco que, por vezes, transparecem de uns e outros (“tinha que ser organizadora carioca”). Isso é triste e ridículo.

  73. Aline disse:

    Matias, muito obrigado por esse post. Você escreveu absolutamente TUDO que eu pensei sobre a estrutura do evento. É simplesmente inacreditável o descaso dos organizadores. Na hora da saída eu só pensava “e se começar um tumulto? as pessoas vão morrer pisoteadas!” Fora isso, a PÉSSIMA sinalização do evento. E depois as pessoas morrendo de fome (eu que não ia comer antes do show pra vomitar tudo pulando) e só tinha pão com salsicha! Assim, seco! O show foi a melhor experiência da minha vida. Mas isso graças à banda que é pura arte. Mas eu me pergunto: essa gente que organiza festivais no Brasil realmente frequenta festivais e sente na pele o que nós sentimos? É muita falta de respeito com o público. Acho que deveríamos azucrinar a vida da PlanMusic pq ficarmos quietos não vai adiantar nada. Mas muito obrigada mesmo pelo post! Você falou tudo!

  74. eduardo disse:

    estrutura parecida teve o tim festival de 2007. não estive em muitos festivais, mas nesses dois passei por situações parecidas – abuso no preço das comidas, filas, banheiros e etc.

  75. mateus disse:

    Eu penso que se rolar uma massa crítica reclamando em um site tipo http://www.reclameaqui.com.br/ o próximo festival não fica um pouco melhor… Lembro q fui ver o Strokes… e nunca mais volto naquele lugar. Já para ver o Beastie Boys, preferi ir até Curitiba, saiu só um pouco mais caro, mas bem menos estressante que ver aqui em São Paulo.

  76. Lama disse:

    Os taxistas qurendo cobrar preço fechado foi o maior absurdo.

    Como fazer pra evitar esse tipo de abuso nos próximo shows?Acho que dá pra denunciar,não?Qual o órgão competente?Antes que vire moda…

  77. Luís disse:

    Esse tipo de transtorno em shows/festivais de grande porte tem se tornado paulatinamente mais comum… Quando fui ver o Roger Waters em 2007 (acho que foi esse o ano) na Praça da Apoteose, estavam assaltando as pessoas DENTRO DO SHOW (batendo as carteiras) e os “seguranças” nada faziam… Aliás, um deles, cretino, chegou a me dizer “tem 45.000 pessoas aqui, como eu posso fazer alguma coisa?”, aí perguntei onde encontrava alguem da produção e ele disse “não sei informar” (ou não quis, né?). No dia seguinte, na delegacia ali da área, logo de manhã, já tinham registrado 29 ocorrências antes da minha! A produção do evento, é claro, tirou o corpo fora… Pelo visto, isso é o de hábito por parte das produtoras de grandes eventos…

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    A César o que é de César, em Trabalho Sujo.

    Watchmen ultraviolento não valoriza ambiguidade dos quadrinhos, em André Forastieri.

    Do direito de ir e vir, em Notícias da Rainha.

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  12. 08/04/2009