17 de 2017: 6) John Cale

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John Cale é outro destes meus padrinhos espirituais: a descoberta do Velvet Underground na adolescência veio quase simultânea à compreensão que aquele seu fundador também era um dos principais produtores da história (Stooges, Modern Lovers, Patti Smith, Nico), parceiro de monstros sagrados (Brian Eno, Nick Drake, Replacements e, claro, Lou Reed) e um dos artistas mais ousados deste século. Já havia assistido um show com o mestre em São Paulo, em 1999, quando ele revezava-se entre a viola e o piano para tocar seus clássicos e de sua primeira banda sozinho no palco e dezoito anos depois me reencontrei com ele na cidade-natal dos Beatles tocando o mítico disco da banana com uma série de convidados. Vestindo um terno meio listrado meio liso, Cale mostrou que é audaz mesmo quando vislumbra a nostalgia e fez um show memorável. Uma das grandes noites do meu 2017 – e desta década, tranquilamente.

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